Setembro Vermelho faz alerta para riscos cardiovasculares

Do Outubro Rosa, com certeza você já ouviu falar. Mas e do Setembro Vermelho? Embora criado mais recentemente, há apenas cinco anos, esse movimento é tão importante quanto a campanha de combate ao câncer de mama. Afinal de contas, o Setembro Vermelho foi instituído para conscientizar e prevenir a população acerca dos riscos cardíacos.

E quando falamos de riscos cardíacos, estamos falando de doenças responsáveis por mais de 40% dos óbitos no mundo. As doenças relacionadas ao coração são a primeira causa de morte, tanto no Brasil, quanto no resto do mundo.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, são registradas no país uma morte a cada 40 segundos em decorrência de problemas cardiovasculares. Tais doenças causam o dobro das mortes provocadas por todos os tipos de câncer somados.

A escolha do mês de setembro como o período para a realização de campanhas de prevenção ocorreu justamente por que é neste mês que se comemora o Dia Mundial do Coração (29 de setembro). Desta forma, aproveitamos as datas para lembrar que a prevenção ainda é o melhor remédio. Seguindo essas recomendações da Sociedade Brasileira de Cardiologia é possível reduzir significativamente os riscos de doenças cardiovasculares:

  1. Evite o estresse. Procure dedicar mais tempo para a família, para os hobbys e para atividades ao livre. O estresse elevado produz o cortisol, hormônio que quando produzido em excesso pode gerar vários desequilíbrios no organismo.
  2. Evite o tabaco. Essa recomendação é unânime e inegociável. As substâncias presentes no cigarro são altamente nocivas para a saúde do coração. Nesse caso, a recomendação é parar de fumar definitivamente, pois não há doses consideradas seguras para o consumo.
  3. Atividade física. É preciso lembrar que o coração é um músculo e como tal precisa ser exercitado. Nesse caso, não há a necessidade de ser tornar atleta. Está provado que simples caminhadas, feitas com regularidade, podem contribuir em muito com a saúde do coração.
  4. Manter o peso. A medida da circunferência abdominal é um bom parâmetro para saber se a pessoa está obesa ou acima do peso. Lembrando que a gordura abdominal é a que gera maior riscos cardíacos. Os homens devem manter a circunferência da barriga abaixo dos 95 centímetros. Já as mulheres devem ficar em torno dos 80 cm. Uma fita métrica é o suficiente para fazer a medição.
  5.  Pressão arterial. O controle da pressão arterial é muito importante, pois quando alta configura importante risco cardíaco. A pressão normal deve ser 12 por 8. Quando acima disso, é preciso procurar um médico para verificar se a pessoa é portadora de hipertensão. Nesse caso, medicamentos, dieta e atividades físicas podem manter o problema sob controle.
  6.  Glicemia e colesterol. Exames de sangue periódicos podem verificar os índices desses dois marcadores. Quando elevados, também configuram importantes riscos cardiovasculares. O controle também pode ser feito com medicamentos, dieta e atividades físicas.
  7. Alimentação. Uma alimentação saudável, rica em fibras, ajuda não só a manter o peso, como a controlar os índices de colesterol e glicemia. Frutas, verduras e legumes são os mais indicados. Gorduras trans ou saturadas são prejudiciais ao coração. Quando consumido em excesso, o álcool também pode aumentar o risco cardíaco.
  8. Exames médicos. A partir dos 40 anos, é recomendável visitar um cardiologista anualmente. O médico vai fazer uma avaliação clínica e solicitar exames específicos para riscos cardíacos. Em casos de riscos preexistentes, a frequência deve ser até maior. O objetivo, nesse caso, é antecipar possíveis problemas e, com isso, prevenir ou combater a doença antes do seu agravamento.